Ser mãe de anjo é ter os pés fincados no chão, os olhos no céu e o coração voando com as nuvens.
É viver construindo infinitos.
É se reconstruir a cada segundo. É se ressignificar.
É ser resiliente.
É ser mãe na ausência.
É conhecer o outro lado da maternidade.
É ter olhos voltados para a eternidade.
É ser um lar da saudade.
É ter um depósito infinito de lágrimas.
É ter nos olhos as marcas do mapa da nossa dor.
É viver mutilada, de alma incompleta.
É ter o super poder de amar no invisível.
É cada dia tecer mais um ponto de fé e esperança.
É sorrir com o coração esmigalhado.
É viver de recomeços.
É ter os olhos inchados, o rosto cansado e olheiras gritantes pelo silêncio de um bebê que nunca vai chorar.
É carregar um peso infinitamente maior que o de um bebê nos braços.
É viver de dor e sobreviver de amor.
É ser um milagre a cada amanhecer.
É ser uma mãe de colo meio cheio ou meio vazio.
É ser mãe sem um filho fisicamente vivo.
É viver de vazios.
É ser tudo isso e milhares de outros adjetivos mais.
É ser eternamente mãe, porque a maternidade é eterna, assim como o amor por um filho que não se pode ver, apenas sentir com o coração e tocar com alma.
Você vive em mim e eu por você!
Texto: Helen Elias Rocha