Meu esposo e eu só contamos para os amigos e familiares que eu estava grávida com quase 3 meses de gestação, até então pouquíssimas pessoas sabiam.
Decidimos fazer dessa forma, porque no início do ano, quando poucos dias depois do positivo, sofri um aborto espontâneo, foi muito difícil ter que contar pra todos o que tinha acontecido e embora tivéssemos fé de que dessa vez seria diferente, ficamos receosos.
Essa semana, eu deveria estar finalizando tudo para o nosso chá de bebê, que seria dia 24 de novembro. Já estava tudo sendo organizado, já tínhamos visto salão, escolhido o tema, feito a lista de convidados, cardápio decidido.
E esse domingo seria muito especial pra nós, seria o dia que escolhemos pra compartilhar com todos a nossa felicidade por estarmos tão perto de ter nossa Isabelle nos braços.
Infelizmente este foi mais um sonho interrompido, assim como tantos outros planos que tínhamos pra nossa família, com a nossa filha.
Tudo o que temos hoje, são lembranças. Lembranças das batidas do coraçãozinho da nossa pequena, das imagens dela chupando o dedinho nas ultras, de cada um dos chutinhos... E saudades, muitas saudades dos meses que ela esteve conosco, mas principalmente saudades de tudo o que não pudemos viver com ela.
Todas as noites antes de dormir eu desejava uma boa noite pra minha pequenina e ela respondia com um chutinho. Hoje nem consigo dormir sem pronunciar baixinho “Boa noite, filha”. “A maternidade não começa no nascimento e nem termina após a morte”