Quero começar falando sobre meu sobrinho.
Meu pimpolho hoje, tem 5 aninhos e o nome dele é Ryan.
O Ryan ficou muito feliz com a notícia de que ele teria priminhos, na cabecinha dele seria um menino e o nome que ele queria dar era Pedro.
Eu acabei sofrendo os abortos na primeira gestação, ainda no início da gravidez e dar uma notícia assim para uma criança, é delicado. Então minha irmã se sentou com ele e explicou tudo, de forma que ele entendesse.
Um dia ele estava assistindo tv comigo e de repente se virou para mim e disse, “titia, onde o Pedro se perdeu? Foi na rua? Você soltou a mãozinha dele? A gente precisa procurar, o meu primo. Vamos titia, vamos procurar ele”.
Percebem a inocência de uma criança? Um dia todos nós tivemos essa inocência também e o que aconteceu no meio do caminho enquanto nos tornávamos adultos? Por que muitos de nós são tão frios e apáticos?
Desejo do fundo do meu coração, que possamos olhar para dentro de nós e resgatar essa inocência, esse cuidado que uma criança tem com aqueles que amam.
Expliquei para o Ryan que o Pedro havia partido e não se perdido na rua. E ele entendeu que seu priminho agora vive no céu como uma estrelinha. Mas ficou triste por não ter podido brincar com ele.
E por ai? Como foi contar às crianças que fazem parte de suas vidas que seus bebês se tornaram anjos?